A noite se encharca lá fora como louca. O músico continua terminando sua música interminada. O dente que no riso se esconde na foto. Da água nunca vista quando vestida de areia e sal. De verdades contrárias, de revistas rasgadas. O meio-fio que nada sobe. Poste que segura peão. Mão que larga bicicleta. Não, onde a razão é não. De botas engraçadas. De apelido de longa data que até ontem levava, surrava, doía, escutava. De canto menor de injustiça. Não subida de muro. Terra prometida retida. De dedo roubado. Piada de ponto, de sala. Ouvido na janela para referência. De deus de Igreja. O copo, a copa. De lingua diferente. De som, de luz, de som. Nas costas até o cabelo. Sozinho pelo carnaval. De tapa na cara de amigo que intimida. Amigos amigo. Violão por Raul. Final de ladeira, mãos separadas. Mil poesias, mil copos, mil vidas que não bastam. De medo de apego. 27 catorze 15, dezessetecétera. Novas canções, novos bordões, antiga prisão. Mente pra frente. Morte bem, muito bem. De ser nada. De nada ser. De nada, de nada...