sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Pretil







É preto
dos pés à cabeça
Todo brasileiro, por natureza
É preto,
ainda que não pareça.

sábado, 10 de outubro de 2015

Agora





Na estrada,
um tropeço.
Caí em mim!
Levantei.
Agora tenho asas...



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Jaz das 6





Desejo toda hora
Que o infinito chegue
E o tempo dê a volta
No universo inverso
E me traga aquela antiga paz
Que no agora jaz



sábado, 19 de setembro de 2015

Carneiro Escorpião



E então o mar secou,
Não chove mais,
Nem tem lua!


O sol se esfriou,
A árvore morreu toda,
Todo vento já passou


Faz frio na alma,
Dói o coração descompassado
Despedaçado


Era tudo tão natural,
Mas acabou, assim
Como tudo ao redor...







Eu fiquei aqui,
Chorando outra poesia
Pra ninguém ler

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Domingo




Segunda-feira: Não saio de casa. Não vejo ninguém.


Terça-feira: Vou dar aula. Nenhuma aluna dá em cima de mim.


Quarta-feira: Estudo. Não vejo o dia.


Quinta-feira: Vou dar aula. Os alunos faltam.


Sexta-feira: Chove. Eu chovo junto.


Sábado: Escrevo poesia.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Bocal Vazio


Faria falta jogar fora uma lâmpada que
nunca funcionou?


O filamento está inteiro, mas não acende
O interruptor já foi trocado, mas
não acende


Faria falta jogar fora essa lâmpada quebrada?


Não tem luz, coitada
Não tem calor, coitada...


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Santificado Seja O Senhor Vazio



e de repente o nada come o tudo
numa fome voraz
o que foi, já era
não é mais

E o sabor, qual é?
-Não sei dizer,
só sei sentir!

o nó que aperta a garganta
disputa com o vazio
quem me dói
ou quem me deixa em paz...

terça-feira, 28 de julho de 2015




Procurei em tudo,
 tantas palavras que iam e vinham
E eu só queria um ponto.


Final

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Zero cinco dois





Sua letra me dói
Associação indevida
Pinto quadros em pensamento
Tiro deus do firmamento
Em nome do amor


O que não presta
Sempre me resta
Tenho sede, rancor e fome
E a lembrança de teu nome
Lápide-coração 


Tanto espaço vazio
Tanto tempo infinito
Paisagem recriada
Estrada reandada ainda vaga
E tudo é tão claro de ver



Tu, eu, nós, vocês
Solidão sempre a postos
Sol, chuva, lua, outono
Caçada por um novo consolo
Ressignificando eus


E eu, sou eu e nada além...





sexta-feira, 30 de janeiro de 2015





...e o coração aperta
a mente voa
muito além da parede azul
a mão sua, treme.

O olhar fixo na folha de papel denuncia:
Voltei à poesia!